Vamos falar de coisa boa?
Música na escola.
Lembro até hoje das aulas da professora Carmem Silvia. Ela dava artes e música, até a 3ª série. Eu era péssima em artes, até chorei porque meus desenhos nunca iam para as exposições que tinham no shopping – no interior as coisas são mais fáceis. E não pensem que eu vou dar de louca aqui e falar que em música eu era ótima, que nada. Só na teoria. A voz é péssima desde pequena e não nasci para os instrumentos. Cheguei a arriscar uma flauta, mas ficou lá por Sorocaba mesmo.
Enfim, o que realmente importa é que 2011 foi o ano final para as escolas de todo o país tivesse em sua grade curricular o ensino da
música. Pode ter matéria mais gostosa? Consegue ser melhor que Educação Física, já que não tem basquete.
Tenho lido muito para o meu TCC que, como poucos sabem, terá como tema a musicoterapia. Ainda não estou nem perto de entender tudo, mas recentemente li o livro “Da Música – Seus usos e recursos”, da professora Maria de Lourdes Sekeff, que trata exatamente disso: a importância da música no desenvolvimento físico, social, emocional e espiritual, não apenas dar crianças, mas de todo e qualquer ser humano que além de ouvir, entende e filtra o SOM.
O som por si só já tem completo domínio do ser humano. Quando o relaciona com a psicologia, psiquiatria, antropologia, musicoterapia e até mesmo a educação musical, passa a ter maior influência na percepção do ser, o que estimula a memória e a inteligência, facilitando práticas desde linguísticas até matemáticas, visto que faz o educando a se conhecer, reconhecer e orientar-se melhor diante do turbilhão de informações e aprendizados do mundo.
Existe toda uma explicação científica, filosófica e espiritual para a atuação da música/som na mente humana, mas que por enquanto prefiro não me arriscar a falar. Ainda tenho muito para ler e entender! Mas me coloco como personagem para essa pauta. Tive aulas de música dos 4 aos 9 anos e com certeza isso tem completa influência e culpa na maior parte do que sei e do que gosto. Sem contar a oportunidade de já ter conhecimento da base da música brasileira e nas aulas de inglês, aprender com as músicas internacionais que tínhamos que aprender a cantar.
Considero a música a grande culpada de hoje eu saber inglês. Ok, fiz Cultura Inglesa, morei em Vancouver, mas com certeza a minha paixão pela língua vem do mundo musical. Quantas letras não aprendi e comecei a entender os sentidos das palavras?
Sem contar que se você não sabe dançar, fique tranquilo, a música te leva! O que seria da dança sem a música? Dos filmes sem as trilhas sonoras? Os comerciais? As novelas? O que seria de você sem o som? Pra chorar, para rir, para pensar, para curtir?
Fecho o post com uma frase do livro que estou lendo agora, “Nada Brahma – A Música e o universo da consciência”- Joachim-Ernest Berendt:
“Se você anular os seus sentidos e o som, o que é que você ouve?”
Para entender essa lei que obriga o ensino da música, clique aqui
E aqui vai uma música que dá vontade de sair andando por aí, sorrindo para o mundo – e, diga-se de passagem, se o filme não tivesse a trilha que tem, não teria toda a graça e profundidade. E se você não sabe que filme é, corre para a locadora e aluga aí: JUNO.
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