To learn, to feel, to listen

8 nov

Vamos falar de coisa boa?
Música na escola.

Lembro até hoje das aulas da professora Carmem Silvia. Ela dava artes e música, até a 3ª série. Eu era péssima em artes, até chorei porque meus desenhos nunca iam para as exposições que tinham no shopping – no interior as coisas são mais fáceis. E não pensem que eu vou dar de louca aqui e falar que em música eu era ótima, que nada. Só na teoria. A voz é péssima desde pequena e não nasci para os instrumentos. Cheguei a arriscar uma flauta, mas ficou lá por Sorocaba mesmo.

Enfim, o que realmente importa é que 2011 foi o ano final para as escolas de todo o país tivesse em sua grade curricular o ensino da  música. Pode ter matéria mais gostosa? Consegue ser melhor que Educação Física, já que não tem basquete.

Tenho lido muito para o meu TCC que, como poucos sabem, terá como tema a musicoterapia. Ainda não estou nem perto de entender tudo, mas recentemente li o livro “Da Música – Seus usos e recursos”, da professora Maria de Lourdes Sekeff, que trata exatamente disso: a importância da música no desenvolvimento físico, social, emocional e espiritual, não apenas dar crianças, mas de todo e qualquer ser humano que além de ouvir, entende e filtra o SOM.

O som por si só já tem completo domínio do ser humano. Quando o relaciona com a psicologia, psiquiatria, antropologia, musicoterapia e até mesmo a educação musical, passa a ter maior influência na percepção do ser, o que estimula a memória e a inteligência, facilitando práticas desde linguísticas até matemáticas, visto que faz o educando a se conhecer, reconhecer e orientar-se melhor diante do turbilhão de informações e aprendizados do mundo.

Existe toda uma explicação científica, filosófica e espiritual para a atuação da música/som na mente humana, mas que por enquanto prefiro não me arriscar a falar. Ainda tenho muito para ler e entender!  Mas me coloco como personagem para essa pauta. Tive aulas de música dos 4 aos 9 anos e com certeza isso tem completa influência e culpa na maior parte do que sei e do que gosto. Sem contar a oportunidade de já ter conhecimento da base da música brasileira e nas aulas de inglês, aprender com as músicas internacionais que tínhamos que aprender a cantar.

Considero a música a grande culpada de hoje eu saber inglês. Ok, fiz Cultura Inglesa, morei em Vancouver, mas com certeza a minha paixão pela língua vem do mundo musical. Quantas letras não aprendi e comecei a entender os sentidos das palavras?

Sem contar que se você não sabe dançar, fique tranquilo, a música te leva! O que seria da dança sem a música? Dos filmes sem as trilhas sonoras? Os comerciais? As novelas? O que seria de você sem o som? Pra chorar, para rir, para pensar, para curtir?

Fecho o post com uma frase do livro que estou lendo agora, “Nada Brahma – A Música e o universo da consciência”- Joachim-Ernest Berendt:

“Se você anular os seus sentidos e o som, o que é que você ouve?”

Para entender essa lei que obriga o ensino da música, clique aqui

E aqui vai uma música que dá vontade de sair andando por aí, sorrindo para o mundo – e, diga-se de passagem, se o filme não tivesse a trilha que tem, não teria toda a graça e profundidade. E se você não sabe que filme é, corre para a locadora e aluga aí: JUNO.

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Oremos através da cantiga

7 nov

Chamou a mãe para aprender a ler, escrever, contar números e histórias com ele. Eta Dona Maria, enquanto foi lá filosofar, teu filho foi escrever poesia. O menino cresceu, o menino sabe amar. Cresceu e aprendeu a orar. E colocou na oração a realidade atual. O dono da oração gostou. O dono da oração homenageou. O menino é grande. Tem todo um mundo para conquistar. E muito verso para ensinar. Obrigada mãe Maria pelo Kleber que nos deu.

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Lado A Lado B

31 out

RELIGIOSIDADE. Que atire a primeira pedra quem nunca desconfiou da existência de Deus ou riu do judeu barbudo com a cartola de mágico! Quem nunca teve medo de espíritos ou se perguntou pra que ficar sentado, mentalizando apenas o som de um mantra.
Tudo, de alguma forma, faz sentido e no fim, é uma coisa só. Cada um com sua crença, com sua opção. Mas o exagero diante de algumas teorias e a maneira que isso afeta a vida de alguns, é absurdo.
Minha maior revolta são os tais dos 7 pecados capitais e como se lida com isso ao longo da vida e após a morte.
Se essas ações/sentimentos/vícios existem, devem ser usados, realizados, sentidos. São as famosas lições que levamos para o resto da vida – não acredito que ficar de joelho na madeira e rezar sabe lá quantas orações vá mudar em alguma coisa!

De forma irônica (e musical), apresento aqui os 7 pecados (absurdos?) capitais – aqueles cometidos por todos e que, segundo a Igreja Católica, devem ser condenados:

1. Gula - admito ser a primeira decapitada. Quantas vezes já não desci na loja de conveniência e comprei fandangos, nutella, passatempo, coca-cola e acabei comendo a pizza que tava na geladeira? E acredite, até hoje abro pacote de Hall’s escondido para que ninguém fique pedindo. Afinal, é tão sacanagem quanto o gole de Yakult.
O que me lembra Erasmo Carlos e todo seu charme. Suspiro pelo tiozão.

2. Avazera - para vocês, apegados (ao extremo) aos bens materiais e individuais. Insistem na ganância. CORRAM! Serão 7 ave-marias e no mínimo 150 pais-nossos, afinal quem são vocês para acharem que o dinheiro e tudo que ele compra está acima Dele?
E então, não sei se encaixa melhor em luxúria ou em Avazera, mas hora da vergonha alheia (um salve pro meu irmão de 12 anos que acha o Bonde da Stronda sensacional):

3. Luxúria - ninfomaníacos, sexo demais faz mal. Pelo menos, é o que eles dizem!

4. Ira - geração do estresse: atente-se! Caso o trânsito melhore, o trabalho fique mais tranquilo e dinheiro caia da árvore, o ser humano talvez seja menos descontrolado!

5. Inveja - agora tem até a versão branca dela! Você sente aquela vontadezinha de estar no lugar do amiguinho, mas quer que ele seja muito feliz. Mas admite a invejinha!
Pé de pato, mangalô, três vezes


(perceba que indicam o pecado, mas a reza é espírita)

6. Preguiça - GERAÇÃO Y! Todos irão para o inferno. Levantem a bunda da cadeira, vão trabalhar, arrumar a casa e estudar! Ficar dormindo o dia todo não leva ninguém a nada…ou não!

7. Soberba - a famosa vaidade! MAQUIAGI E CHAPINHA TÁ CARO! Desapega. Humildade faz bem, acredite!

O importante mesmo é acreditar em algo e ter fé! Acreditar que alguém ou alguma coisa te proteje e agradecer por isso sempre!
Que assim seja…

Música clássica para a polêmica

17 out

O primeiro filho nasceu cego, o segundo morreu, o terceiro era surdo e o quarto tuberculoso. Ela também estava com tuberculose e o marido com sífilis. Para que um quinto filho?  A primeira coisa que lhe veio em mente? O aborto! E o mundo agradece pela mulher ter optado por ter mais esse filho e correr mais esse risco!

- Alemanha, 1770. Nasce o maior gênio da história da música: Ludwig Van Beethoven.

Por favor, leiam esse post ao som da 9a sinfonia (aquela mesma do Alex da “Laranja Mecânica”, do perturbado Stanley Kubrick):

Vamos ao polêmico tema da vez: ABORTO.
Dou como referência o post do blog do Gabriel Cruz - que tem a mesma opinião que eu!

O que você faria se ficasse grávida agora?

Lembro perfeitamente de uma discussão na aula de Legislação, no primeiro ano da faculdade,  sobre o assunto. E como eu e o professor batemos de frente!
Também acho um absurdo tirar o direito de um feto de conhecer esse mundão e ter sua vida, mas também acho um absurdo colocar alguém no mundo e não ter a mínima condição financeira, psicológica e física de cuidar, dar educação, dar amor para essa criança um dia poder fazer o mesmo com seus filhos.
Minha opinião? Sou a FAVOR DA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO, e não do aborto em si! E da consciência de todos!
A maternidade é opcional. Quantas mulheres por aí decidem não ter filhos? E quantas se programam para isso a vida toda?

São casos específicos. Mas pra que colocar mais gente no mundo que corre o risco de não estudar, de não ter amor? Já estamos cansados de ver crianças sendo abandonadas em lixões ou na porta do vizinho! Não seria muito mais simples se a mulher tivesse a opção de tê-lo?
Eu sei, eu sei. Existem vários métodos anticoncepcionais! A camisinha taí exatamente pra isso e a responsabilidade de cada um também. E acidentes acontecem – vejam só, não estou passando a mão na cabeça daqueles que decidem abdicar da camisinha e abusam da sorte, e acredito que em muitos casos a criança tem sim que ser aceita. Se teve a maturidade de fazer sexo sem camisinha, NA MALANDRAGEM, com certeza terá a maturidade de criar uma criança. Ou não!

Veja só, que tal uma avaliação, apresentação de contas, de condições para permitir o aborto? Como uma bolsa de estudos (não na PUC, porque é caso perdido!). Por favor, entre na minha viagem e tente entender o meu novo método de legalização do aborto:

  • Só será avaliado caso esteja com no máximo 3 meses de gestação;
  • A mulher ou família da grávida tem que passar por uma fase burocrática para que o “avaliador”, vulgo Governo, perceba que, realmente, aquela pessoa não está preparada, não tem condições de criar uma criança;
  • Farão exames para avaliar as condições físicas e o quanto aquela gravidez pode afetar a saúde da mãe;
  • Alguma outra opção ou ponto de avaliação?

Cada caso é um caso e deve ser sim avaliado com uma visão diferente. Não é preciso passar por um estupro ou correr sérios riscos de vida para ter a liberação do aborto. Além das crianças abandonadas, quantas mulheres não morrem em camas de casas de aborto clandestinas ou utilizando métodos caseiros que encontram por aí? São muitas vidas em jogo e tudo isso deve ser avaliado!
Acredito que a discussão sobre o aborto, acima de qualquer outra, sempre vai haver um contraargumento, uma contradição. Eu sou a favor não do aborto em si, mas sim da liberação para que todas as pessoas que estiverem pensando nessa hipótese possam passar por uma avaliação e até mesmo por um psicólogo, para ter a certeza de que aquilo será a melhor opção. Afinal, também não pode virar Brasil – a rebelde sem camisinha engravida 3 vezes e aborta as 3 vezes, caso ela tenha condições de criar, independente da sua idade, pela avaliação do método imaginário ela teria sim as 3 crianças – além de criar os 3, criaria responsabilidade também.

Enfim, acredito que para diminuir o número de abortos ilegais e de riscos deve haver a liberação com avaliação. E o Ministério da Saúde deve aumentar mais ainda a distribuição de camisinhas, pílulas e todos os outros métodos. E os jovens devem também parar de achar que essas coisas só acontecem com o vizinho, o óvulo está aí e o espermatozoide também – acredite, do mesmo jeito que os membros inferiores funcionam, as células reprodutoras também.

Boa semana à todos!
Como citei a música clássica nesse post – que, por favor, deveria ser muito mais valorizada do que é – finalizo com o emocionante Bolero de Ravel.

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Quanto custa o seu download?

17 out

Quantos CD’s você compra por mês? E quantos downloads de música você faz por semana?

Quantos CD's originais você compra por ano?

Tá caro? O download é mais prático?

Que atire a primeira pedra aquele que nunca fez um download de um CD daquela banda super famosa. E a segunda pedra aquele que nunca conheceu algum artista muito bom através da grande rede.

Como não tá fácil pra ninguém, a indústria fonográfica não poderia ficar de fora da grande crise econômica.

Pois bem, as gravadoras gritam e enlouquecem atrás de uma solução. A luta é grande com a internet, geradora da grande crise no setor fonográfico. Pensam e repensam novos modelos e estratégias financeiras, mas uma coisa é fato: a era digital veio para ficar!

E as gravadoras e artistas independentes que festejam. Esses que sempre tiveram dificuldade de entrar para o mercado por causa da centralização dos meios de produção e divulgação! A internet é a oportunidade de produzir livremente. Atualmente, qualquer um pode gravar uma música, um CD e jogar na grande rede. O sucesso vem com a divulgação e com o número de acessos no youtube, 4shared, MySpace ou qualquer outro site/rede social.

– Hoje, qualquer um pode fazer um CD em casa. Gravar as músicas é a parte menos complicada de todo o processo. Não se precisa mais de uma gravadora ou um estúdio imenso para isso. Com a mudança do suporte tecnológico, a cultura pela rede está cada vez mais acessível, seja para produzir ou veicular. A ideia de mainstream desapareceu, em termos estéticos. Existe mercado para qualquer coisa – afirma Júlio Diniz,  diretor do Departamento de Letras da PUC-Rio e coordenador geral do Núcleo de Estudos em Literatura e Música (Nelim).

Diante desde novo cenário – além da preocupação das gravadoras em reverterem ou se ajustarem a esse novo padrão – será preciso muito amadurecimento, em relação à distribuição, vendas de obras, direitos autorais, entre outros pontos importantes da tão mudada indústria fonográfica.

Fecho o post, com um grande exemplo de produção independente: Emicida. Essa é uma resposta dele em uma entrevista para a Revista Meio & Mensagem:

“M&M ›› E em relação à internet, como fica a questão dos downloads gratuitos?

EMICIDA ›› Eu já incentivei muito, mas também já tive um baque. Quando eu fiz a minha segunda mixtape (“Emicídio”), foi quando caiu a ficha: “As pessoas vão baixar de graça”. Da primeira vez foi legal porque explodiu como divulgação, mas nesse (último trabalho)já me conheciam, e eu não ia ganhar nada. Mas também não foi uma crise; eu assimilo tranquilamente o download gratuito – porque ele chegou primeiro, já estava aí antes. As pessoas não tem a cultura de pagar por um download, infelizmente. Adoraria que tivessem, mas não têm. Então, não vejo uma maneira de combater isso e, atualmente, é uma ferramenta de divulgação. Pelo menos meu trabalho está chegando a essas pessoas. E a maior fatia do dinheiro que movimentamos aqui vem de show. E o mais engraçado é que, mesmo com muitos downloads, no show nós vendemos muitos CD’s também. Porque o show é o momento em que o fã está emocionalmente abalado, porque ele viu você ao vivo e quer o CD autografado. O CD virou o porta-autógrafo de hoje. “

O que o colocou na mídia, talvez agora o prejudique. E então? Será que essa mudança no mundo musical é positiva?

Boa noite ao som de Aerosmith – Hole in My Soul

 

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Era uma casa muito engraçada…

16 out

A PUC. Vamos reclamar da PUC! Complicado, hein?
Enxergo os professores hipócritas, a falta de estrutura, toda a várzea das aulas, a falta de interesse dos professores que, obviamente, desanimam os alunos, e claro, como posso ignorar a questão esportiva? A falta de atenção, de ajuda e de qualquer coisa para ajudar as Atléticas.
No fundo, sinto orgulho disso tudo! De lutar pela atlética de comunicação. De fazer parte da várzea, mas quando sinto um vazio intelectual sentar e estudar por conta própria. De olhar os prédios estruturados, as salas com ar condicionado, os computadores de ultima geração das outras universidades e ter a segurança de que posso não ter nada disso na PUC, mas com certeza estou faço parte da tradição e naquele muquifo aconteceu muita história que ajudou a mudar um pouco a cara desse país. E por todos os defeitos da PUC, sinto orgulho de fazer parte de alguma maneira.

Mas o que realmente me incomoda e me faz ter vontade de chorar, é a demolição da COMFIL (isso aí, nada de FAFICLA ou CORREDOR DA CARDOSO). Compreendo que quase não tinha teto, não tinha nada e que pagamos uma mensalidade absurda para estudar naquele muquifo! E então eu me acostumei com isso. Então lá fazíamos as melhores festas, seja na casinha da atlética ou no pátio do Benê. Lá todos nos conhecíamos e conversávamos. Lá podíamos entrar com o violão!

Bacharelados em Letras e Comunicadores, vocês são as melhores pessoas! Como amei conviver  ao lado de vocês nos últimos 2 anos e meio! Agora, me pergunto diariamente, AONDE ESTÃO VOCÊS? Minha sala é dividida, as aulas são no 5o andar do frio quando não nos laboratórios do calor, cada um entra por um lado e sai por outro, estuda num andar. Cadê todo mundo no Kidmagia com os piores salgados do mundo?
Será que agora sim estamos estudando em uma universidade? Vários cursos e estilos misturados, pessoas se esbarrando e nem olhando na cara do outro!

Onde vai acontecer a Semana da Arte Modesta? E a Festa Junina no Benê? E o VIRA-LATA?
Por que a TV do KidMagia ainda funciona? Tiraram tudo de lá. Menos a TV! Esses dias eu estava lá, sentada na mureta da atlética e começou a tocar Time to Pretend – MGMT

QUERIDOS COLEGAS, quem não se lembra desse comecinho em uma vinheta de alguma matéria da TV PUC? (Era da TV PUC? E era uma vinheta?)
Olha só, eu bem que queria vincular a reclamação da PUC com música. Mas não dá. A COMFIL me fez amar a PUC e agora ela quase não existe mais! E quer saber de música? Como faremos com os violões e as cantorias que fazíamos de sexta? Alguém sabe me dizer, porque a PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CAPITALISTA (só pra entrar no clima de prostesto!), não permite a entrada do instrumento no dito “Prédio Novo”? Se alguém souber, por favor, me esclareça para que eu possa fazer um post mais crítico sobre a PUC.

Aquele abraço.  Despeço-me com uma foto do nosso saudoso pátio!

Pátio do Benê - PUC-SP

E fica também a dica de som:

He is We – I Wouldn’t Mind

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E prêmio de melhor clipe do ano vai para…

11 out

Aplausos ao VMB e seus concorrentes para Melhor Clipe! A MTV pode dar grandes pisadas na bola, mas priorizou grandes vozes, grandes artistas, letras extraordinárias e claro, como prioridade, clipes com fotografias, roteiros e direções únicas!

Como são 10 concorrentes e ver todos os clipes por aqui talvez fique cansativo, decidi focar nos 3 rappers que estão na boca do povo, nos ipods, rádios e afins. E não é pra menos, Criolo, Lurdez da Luz e Emicida tiveram um crescimento absurdo em 2011 e merecem estar entre os indicados para a premiação da MTV!

Como esse é um post focado em recursos audiovisuais e eu usei vídeos em todas as outras postagens, esse terá menos texto. Para maior apreciação dos clipes, letras e claro, da cidade de São Paulo – que com todo seu trânsito, violência e ar seco, apresenta fotografias fantásticas (sejam elas congeladas ou em movimento).

Criolo, o rapper de Grajaú (extremo sul da capital paulista), retrata sua nada mole vida no clipe “Subirusdoistiozin” – o primeiro do CD “Nó na Orelha” – fazendo passagens pela sua infância, adolescência até os dias atuais. Sem ordem cronolôgica organizada em fases, é perceptível a mudança no tempo e na época da vida do rapper quando o “tiozin da barbearia” muda a estação do seu radinho de pilhas. Dirigido por Tom Strighini, o videoclipe abusa da fotografia e, obviamente, apresenta um estilo retrô.

 

O objetivo foi alcançado! Com certeza o vídeoclipe “Então Toma” do rapper Emicida mais parece um teaser cinematográfico (ou até mesmo um curta) do que um mero clipe musical. A mensagem foi dada e o tapa na cara recebido, Fred Ouro Preto (diretor) mandou tão bem ou até melhor do que no clipe de “Triunfo”.
No vídeo Emicida interpreta ele mesmo e conta com as ilustres presenças de Criolo, Zeca Baleiro e banda NX ZERO. E se você ainda não entendeu o recado, é o seguinte: não atravesse seu caminho! Essa é para todos que criticam seu modo de conduzir sua carreira – alguém ainda tem coragem de fazer isso? Joga no Google e vê se o cara não tá fazendo sucesso.

 

Foi pelo Facebook que Lurdez de Luz começou o contato com o ex-publicitário e diretor João Solda. O resultado? Uma bela homenagem à arte, às pessoas e à cidade de São Paulo. O vídeoclipe de “Andei”, apresenta amigos anônimos da cantora e sua banda que vão se encontrando ao longo de uma caminhada pelo velho centro da terra da garoa. E no fim, tudo acaba com um show, na rua mesmo que representa toda sua música: original, simples e única.
“Andei” é o primeiro videoclipe de Lurdez de Luz em carreira solo!

 

Dia 20 de outubro vai ao ar o VMB, às 22h. Talvez não seja tão decepcionante quanto nos anos anteriores ou talvez seja! Mas, vai valer a pena conferir. Os videoclipes foram muito bem selecionados!
(E o Criolo vai dividir o palco e a bela canção “Não Existe Amor em SP” com Caetano Veloso – assim, só uma observação mesmo. Sem fanatismo ou morrendo de vontade de ver…haha)

 

E para finalizar, apreciem e conheçam a banda Ahow do meu amigo Gabriel Cruz. Com certeza terá muito futuro, boa música e abusaram de efeitos e criatividade no primeiro e único (ainda!) vídeoclipe – que também apresenta as ruas paulistas. Confiram:


 

 

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